Vinte e quatro meses de vendas, a posição de estoque e a carteira em aberto, com os SKUs de embalagem múltipla já consolidados. Quatro conclusões — e uma delas corrige o que este mesmo relatório afirmava antes.
Cobertura de estoque da classe A
| Produto | Média/mês | Estoque | Cobertura | Falta | R$/mês exposto |
Tendência | Situação |
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O único item da classe A nessa condição era a Luva Esgoto Dupla 250 MM (código 7608), e o caso foi conferido no M8: o saldo era zero mesmo. Ela aparece na tabela acima como ruptura confirmada. O cadastro antigo do mesmo produto — código 391, "utilizar cód 7608" — ainda carrega uma peça no inventário, resíduo da substituição.
Vale a proporção, porém: é o menor item da faixa, com R$ 14 mil por mês e 0,38% do faturamento próprio, e apenas R$ 8,4 mil de carteira em aberto espalhados por 18 clientes pequenos. Está na classe A pelo corte acumulado, não por peso próprio. É ruptura real, mas não é a primeira da fila — e foi por confundir as duas coisas que a versão anterior deste relatório o destacou acima de itens trinta vezes maiores.
O padrão clássico da construção civil — queda em dezembro e janeiro, pico entre agosto e novembro — estava registrado no contexto de trabalho como se fosse fato. Os dados da Shiva não confirmam.
Índice mensal de faturamento próprio, por ano
Base 100 = média do próprio ano. Se houvesse sazonalidade, as duas linhas teriam a mesma forma
O que fazer com isso: não construir o plano de 2027 sobre índices sazonais. Quando um mês vier muito acima da média, explicar pela carteira concreta — uma obra, uma licitação, um cliente grande — em vez de atribuir à estação. E revisitar quando houver um terceiro ano de histórico, que é o mínimo para separar sazonalidade de ruído.
A leitura anterior dizia que Injetado não tinha um real de atraso e que o problema era exclusivamente de Moldados. Isso era artefato de uma extração filtrada por família, que simplesmente não trazia as linhas de Injetado.
| Família | Em aberto | Vencido data do M8 |
Vencido com prazo | % do faturamento | Leitura |
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Aparecer pouco na carteira não significa estar bem atendido. Em item de estoque, quando falta, o cliente não gera pedido em aberto — ele deixa de comprar. A ruptura em MTS não aparece na carteira; aparece como venda perdida, invisível. É por isso que o Achado 1 e o Achado 3 medem coisas diferentes: a carteira mede o desempenho do que é feito sob pedido, e a cobertura mede o que é feito para estoque. Um item pode estar ótimo num e péssimo no outro.
Duas curvas de Pareto: faturamento e atraso
Quanto mais rápido a curva sobe, mais concentrado o fenômeno
Cruzando regularidade da demanda com tendência, a classe A se divide em três grupos que pedem tratamentos diferentes. Não é classificação acadêmica: define qual item pode ser reposto por fórmula e qual precisa de conversa com o comercial.
| Perfil | SKUs | Faturamento 24m | CV médio | Política recomendada |
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Em MTS, item sem estoque não vende. Uma tendência negativa acompanhada de cobertura baixa pode ser consequência da falta, não a sua causa. Antes de rebaixar a política de um item nessas condições, verifique se a queda começou antes ou depois de o estoque secar.
O mesmo vale do lado comercial: o painel Comercial mostra 151 clientes que compraram menos no último trimestre, somando R$ 5,29 mi. Antes de tratar isso como problema de venda, vale cruzar com esta lista — parte da queda pode ser falta de produto, não falta de esforço.
Para que ninguém use estes números sem saber o que há por trás deles:
O cadastro do M8 traz o mesmo produto lançado como vários códigos, diferindo apenas pela embalagem. O caso maior é a linha Tambasa: 231509 CAP ESGOTO 100 MM C/ 10 UND é o mesmo Cap Esgoto 100 MM, em pacote de dez.
O teste de preço médio confirmou a regra: onde há C/N na descrição, a quantidade está em pacotes — o TE Esgoto 50 MM C/10 tem preço 10,01× o do item base. São 36 códigos tratados: 22 consolidados no item base e 14 sem par, mantidos com a quantidade corrigida.
Sem esse passo o mesmo produto aparece partido: a demanda de cada pedaço parece menor e mais irregular do que é, e o estoque do item base não se associa ao consumo dos pedaços — o que gera falsos zeros. Foi o que aconteceu na primeira leitura: os onze itens com estoque zero eram, na verdade, um.
Com o lead time levantado e as máquinas cadastradas, a fase 2 converte este diagnóstico em plano de produção com capacidade finita — que é onde o S&OP começa a decidir, e não apenas a medir.